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O nascimento de 2020

Ano novo, de novo Enfim, terminamos uma década! E, de um jeito bem intenso, diga-se... 2019 foi um ano turbulento com tragédias, crises políticas, dificuldades pessoais... mas também um ano de muitas, muitas bênçãos! Em 2019, ficou o que era para ficar, pois as durezas enfrentadas levaram as efemeridades. Sobraram os verdadeiros laços, aqueles forjados nas dificuldades e são feitos para durar... 2020 é um bebê, prestes a ganhar a luz. E como todo bebê, depende de nós para ser o que tem o potencial de ser. Ele será a cara do pai/mãe, com seus sonhos, suas lutas, seus dramas, sua fé e seus amores. Que este novo ano nos traga trabalho: não demasiado, nem pouco. Não só por dinheiro, mas também para dignidade e satisfação pessoal. Nos traga também saúde. E com ela, hábitos saudáveis para a sua manutenção: alimentação balanceada, exercícios físicos, paz de espírito e fé para a saúde mental. Venha junto com o pacote um pouquinho de ócio... aquele necessário, contemplativo, criativo, r...

Uma crônica: Poeira ao vento.

“All they are is dust in the wind” – Kansas, 1977 Às vezes penso que sou uma pessoa jovem de alma velha. Coisas comuns às pessoas da minha idade - músicas, livros, filmes -, não me agradam tanto quanto alguns eternos e antigos clássicos. Minha playlist é um exemplo disso: você não encontrará uma música da década de 2010, mas várias dos anos 70, 80 e 90. E foi uma dessas “old songs” que motivou a minha reflexão. Se você tem mais de trinta anos, impossível que não conheça a música “Dust in the wind”, da banda estadunidense Kansas. Essa canção tornou-se um sucesso incontestável, sendo  regravada por vários artistas, com inúmeras versões em outros idiomas, inclusive em português (que, na minha humilde opinião, deturpou a linda poesia original), fez parte da trilha sonora de novelas e até papel de desígnio do destino, no início do filme “Premonição 5”. Com uma melodia singular e uma letra igualmente tocante, a mensagem central da música é que o tempo, os sonhos, os planos, enfim,...

35 reasons why

Não foi de repente. Em um processo contínuo de aprendizagem e de autoconhecimento, chego aos 35 anos, plenamente consciente de quem sou, mas na ansiedade juvenil de buscar novos horizontes onde eu possa chegar! No meu status postei "35 razões para comemorar". Tenho muitas mais, mas, celebrando minha nova idade, escreverei sob essa delimitação. Não escreverei em ordem de prioridades, mas de acordo com as emoções que brotarem no meu coração. É um texto sobre mim, sim, pois estou em uma idade que me permite reconhecer as minhas qualidades, sem parecer esnobe. Mas também é um texto sobre Deus, sobre fé, sobre amor e sobre família, que são as minhas essências. 1. Agradeço por estar viva! Nunca esconderei minha idade, pois cada dia vivido é uma dádiva. E essa vida vem de Deus, a quem eu dedico todos os agradecimentos desta lista. 2. Agradeço por ter encontrado um companheiro de jornada, que me ama, apesar de e mesmo sabendo quem eu realmente sou. 3. Agradeço por ser m...

Maternidade

Quando nascem da carne, Arrancam-nos o orgulho! Transformam-nos, Por fora, por dentro, Sobram as marcas Do parto, Da pele, Das noites mal dormidas, Das vezes em que se abre mão. Mas, às vezes, não nascem de nós, Nem por nós ou para nós, Mas em nós. No âmago. Gerado no útero fecundo dos encontros. Um desígnio? Uma escolha. Uma opção. Uma herança de Deus Que não precisa de amarras sanguíneas ou legais, Gerado no fundo da alma. Pela simples escolha de amar incondicionalmente. Das formas mais loucas, pelos meios mais inesperados Tem-se um filho. Alguém que torna a vida terrivelmente mais complicada, Mas incrivelmente mais cheia e esperança.

Um poema rápido: "Conjugação Verbal"

Hoje eu queria  Que as ideias brotassem  Em forma de poesia. Que o aperto Não fosse no peito, Que os desejos não fossem reféns do tempo. Queria mais  Mais que palavras Mais que sentidos Além de ações, estados e fenômenos naturais. O inexplicável e o transcendental. Queria conclusão. Definição. Elucidação. Simplicidade. Talvez eu queira demais. Queira a mais. Queira romper com os paradigmas Com as amarras verbo-nominais. Conjugar as minhas ações,  Vivendo minhas crenças e opiniões. Um presente cujo futuro do pretérito não seja permitido. Eu queria o novo. De novo. Mais uma vez. E apenas uma vez Uma vida sem pretérito imperfeito.

O nascimento do amor - novo poema!!!

De forma insana acontece a entrega Questão de instantes unem-se corpo  e alma. O jogo e o desejo: confiança cega. Fusão ambígua de tormenta e calma. Cobiça intensa que arde e aquece, Tudo consome, devora, destrói. Sentimento que nos enlouquece À dor leva e a razão corrói. O fogo crepita, a fumaça espalha Assim como veio, breve se vai. Transcende do desejo a muralha A fênix da natureza humana sai? A força dos laços e não do instante Guia os instintos para a proteção Depois, entre cinzas, renasce vibrante E o bem-querer que sobrepõe-se a paixão. Assim o desejo dá espaço ao cuidado O colo, o pouso, o consolo, o abrigo Reencontra-se o sentimento esperado Sem exageros, fervor ou perigo. Resistindo da paixão o momento de dor No parto do tempo o desejo acalma Permite, então o nascimento do amor, Que alimenta corpo, espírito e alma. Iniciado em 18/10 - concluído em 26/11/2019

Eu, poetisa... um soneto sobre mim

Soneto da identidade Números que nada dizem de mim. Nem fotos, flashes ou luzes neon. Vivendo minha vida  em high definition, Cores e luzes explodem enfim. Convergência que se espalha em festim: Da mãe, vem o doce e zeloso tom. Há amores, amigos, poemas, bombom... Artefato raro, embrulhado em cetim. Dos rebentos, marcas indeléveis: Batalhas, conquistas, sonhos, ideias. Conceitos e crenças indissociáveis. Sendo eu, vivo dias sem plateias. Fusão de elementos imprevisíveis Fazem meus caminhos em odisseias.